Diagnóstico e Tratamento das Tendinites nas Pernas

História e exame físico das Tendinopatias

Pacientes com tendinopatia se queixam de dor na região do tendão machucado, muitas vezes o início é insidioso, a dor vem aumentando aos poucos e piora com a pratica de esportes. Nos estágios iniciais da tendinite nos membros inferiores a dor diminui com um período de aquecimento e nos primeiros quilômetros porém com o passar dos dias a lesão pode se agravar e a dor pode estar presente também em repouso, porém também piora com a atividade físicas e treinos. A dor melhora com períodos de descanso prolongado. Há muitas vezes uma história de trauma, a participação em um novo esporte ou exercício, um aumento da intensidade da atividade física ou a troca do tênis. A dor é geralmente descrita como maçante, contínua, chata em repouso e mais nítida e intensa com os treinos.

O médico deve observar a área afetada, observando assimetria, inchaço ou atrofia muscular. A presença de uma aumento de volume na articulação sugere uma desordem intra-articular, em vez de uma tendinopatia. A diminuição da amplitude de movimento é visto no lado afetado. A palpação pode revelar sensibilidade ao longo do tendão, reproduzindo a dor do paciente. É importante observar o alinhamento e a biomecânica do pé e do tornozelo, joelhos e quadris enquanto o paciente está em pé, sentado e durante todo o ciclo da marcha. Dor nos tendões e simultaneamente em múltiplas articulações pode estar relacionado uma causa reumática.

Exames de Imagem nas Tendinopatias

Os exames de imagem são importantes no diagnóstico. O Rx simples pode ser recomendado como o estudo de imagem inicial. Os resultados são geralmente normais, mas o estudo pode revelar calcificação do tendão, osteoartrite, ou um corpo livre. Imagem mais sofisticas podem ser consideradas se o paciente não responder ao tratamento conservador, o diagnóstico permanecer incerto ou  dor estiver intensa. A ressonância magnética oferece boas imagens das patologias do tendão, especialmente nos atletas.

Tratamento das tendinopatias

Fora do quadro agudo, lesões dos tendões não são de natureza exclusivamente inflamatória sendo frequente um componente de sobrecarga mecânica associado.
Os melhores tratamentos associam medicamentos analgésicos e antinflamatórios com medidas que melhorem a mecânica do movimento, os vícios posturais e de gesto esportivo.

Qual o melhor tratamento para as tendinites?

O Tratamento das tendinites e tendinopatias pode variar do repouso ao desbridamento cirúrgico. O tratamento em geral começa com medidas conservadoras, incluindo a proteção da região com órteses, repouso relativo, gelo, compressão e elevação, em alguns casos medicamentos antinflamtórios e analgésicos, exercício leves, regenerativos e de reabilitação.
Os pacientes devem ser encorajados a reduzir o seu nível de treinos e atividades físicas para diminuir o esforço repetitivo sobre o tendão. O intensidade desse repouso relativo depende da lesão, da atividade física e do nível de atividade em que o paciente se encontra. Exercícios de reabilitação envolvem um programa de alongamento e fortalecimento e podem ser iniciados precocemente..

Qual o papel do fortalecimento excêntrico no tratamento das tendinopatias?

O Treinamento de força excêntrica ( fortalecimento excêntrico), que envolve ativamente o alongamento do músculo, é uma terapia eficaz e ajuda a promover a formação de novas fibras de colágeno. Os exercícios excêntricos tem um efeito benéfico no tratamento de tendinites de Aquiles e tendinose patelar, e pode, ser úteis para outras tendinopatias

Qual os tratamentos fisioterápico nas tendinopatias?

Outras modalidades de fisioterapia incluem ultra-sons, iontoforese (carga elétrica para dirigir a medicação para dentro dos tecidos), e fonoforese (utilização de ultra-sons para melhorar a entrega de drogas aplicadas topicamente) além da Eletroestimulação analgésica TENS.
Muito importante considerar e tratar as causas extrínsecas e intrínsecas da lesão no tendão. Os fatores extrínsecos incluem o uso excessivo do tendão, erros de treinamento, tabagismo, abuso de medicação e uso de sapatos ou outro equipamento não adequado para a atividade específica. Isso inclui não usar o tipo apropriado de sapato (isto é, controle de movimento, almofadadas e estabilidade) para o tipo de pé do paciente.
Fatores intrínsecos, tais como flexibilidade e resistência do tendão, a idade do paciente, o comprimento da perna e suprimento vascular podem também desempenhar um papel importante.

Outras medidas terapêuticas no tratamento das tendinites:

Órteses às vezes são usados ​​para ajudar a repousar, reforçar e proteger o tendões
A cirurgia deve ser considerada somente se um programa abrangente e tratamento não cirúrgico de várias semanas ou meses falhar, se o paciente não está disposto a alterar o seu nível de atividade física, ou se a ruptura do tendão for iminente evidente. A cirurgia envolve a excisão do tendão anormal e liberar áreas de cicatrizes e fibrose e em alguns casos transferências tendinosas.

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